Campanha destaca a importância da participação das famílias, dos serviços de saúde, dos locais de trabalho, das comunidades e do poder público para proteger e incentivar o aleitamento materno
O mês de agosto marca a mobilização nacional pela conscientização sobre a importância do aleitamento materno para a saúde das crianças, das mulheres e de toda a sociedade. Entre os dias 1º e 7 de agosto, a Semana Mundial do Aleitamento Materno de 2026 traz como tema “Amamentação para um começo de vida sustentável: fortalecer o que funciona”.
A campanha deste ano reforça que, embora seja a mulher quem amamenta, a responsabilidade pela amamentação não deve ficar somente sobre ela. Para que o aleitamento materno possa ser iniciado e mantido, especialmente durante os primeiros meses de vida do bebê, é necessário garantir informação segura, acolhimento e suporte permanente.
Essa rede de apoio envolve familiares, profissionais e serviços de saúde, locais de trabalho, comunidades e poder público. O acompanhamento começa ainda durante o pré-natal, com a orientação das gestantes, segue pelo atendimento nas maternidades e deve continuar após o nascimento, por meio do cuidado oferecido à mãe e ao bebê na Atenção Primária à Saúde.
Para a presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Santa Catarina, COSEMS/SC, Sinara Simioni, os municípios desempenham um papel fundamental na construção dessa rede, por estarem próximos das famílias e acompanharem as diferentes fases da gestação e do desenvolvimento da criança.
“Amamentar não pode ser tratado como uma responsabilidade exclusiva da mulher. Ela precisa encontrar acolhimento, orientação e apoio desde o pré-natal, na maternidade, dentro de casa, no ambiente de trabalho e nos serviços de saúde. Os municípios têm um papel essencial nesse processo, principalmente por meio da Atenção Primária, que acompanha a mãe e o bebê de forma contínua e próxima”, destaca Sinara.
A mobilização também busca identificar, valorizar e ampliar políticas, serviços e práticas que já apresentam resultados positivos na promoção, na proteção e no apoio à amamentação. Entre as ações estão a qualificação das equipes de saúde, o acompanhamento das famílias, a orientação sobre dificuldades durante o aleitamento e a criação de ambientes que permitam à mulher amamentar com segurança e tranquilidade.
O leite materno contribui para o desenvolvimento da criança, fortalece o sistema imunológico e auxilia na prevenção de infecções e doenças. Para as mulheres, a amamentação também oferece benefícios à saúde e fortalece o vínculo com o bebê.
O Ministério da Saúde recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida, sem a oferta de água, chás ou outros alimentos. Após esse período, a orientação é manter a amamentação junto à alimentação complementar até os dois anos de idade ou mais.
Durante o Agosto Dourado, os municípios catarinenses intensificam ações de informação, orientação e apoio às famílias. A campanha também convida a sociedade a reconhecer que proteger a amamentação significa criar condições para que cada mulher possa exercer esse direito com respeito, segurança e suporte.