Entidades se posicionam sobre tempo de isolamento

7 de janeiro de 2022


 
O tema é discutido na tarde desta sexta-feira (7) pela equipe técnica da pasta. A redução se aplicaria, a princípio, aos profissionais da saúde assintomáticos. Eles voltariam ao trabalho ainda infectados, mas sem transmitir o vírus, segundo estudos que embasam a medida.

Mudança nos EUA

Os Estados Unidos adotou a redução. No último dia 27, o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) passou recomendar cinco dias de quarentena para quem está sem sintomas ou sem febre por 24 horas. A máscara deve ser usada por mais cinco dias sempre que alguém estiver próximo.

“A mudança ocorre após a ciência demonstrar que a maioria dos casos de transmissão da SARS-CoV-2 [variante Ômicron] acontece no início da infecção, geralmente entre o primeiro e segundo dia antes dos sintomas e de dois a três dias depois”, detalhou a CDC.

Para quem exposto ao vírus, o órgão passou a recomendar quarentena de cinco dias seguidos pelo uso integral de máscara por mais cinco dias para os que não tomaram a vacina ou tomaram segunda dose há seis meses. Se os cinco dias não forem suficientes, é necessário o uso do equipamento por mais dez dias.

“Casos excepcionais”, diz presidente do Cosems

O tema será discutido pelo Cosems/SC (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Santa Catarina) a partir da próxima semana. Para o presidente Daisson Trevisol, caso a redução da quarentena seja adotada, deverá ser apenas em situações excepcionais.

Ele ilustra, por exemplo, uma situação onde todos os 100 funcionários de um hospital são contaminados pelo vírus, comprometendo a atenção ao paciente. “Fora isso não há lógica. Daí deve-se respeitar o período normal de isolamento”, afirma. Hoje são recomendados 10 dias de quarentena.

“Colapso”

Para o Sindsaúde (Sindicato dos Trabalhadores na Saúde em Santa Catarina), é necessário manter as “medidas básicas para evitar o colapso do sistema de saúde e assim garantir atendimento a todos que precisem” – dentre elas o atual prazo de quarentena, informou a entidade.

“É preciso garantir exatamente o movimento contrário ao defendido por esse governo: defendemos isolamento social, uso de máscaras e demais recursos de proteção, incentivo às medidas de higiene e vacinação em massa”, disse o sindicato, em nota.

Governo de SC

Procurada pelo ND+, a Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina) informou que “a orientação será avaliada a partir do momento que o Ministério da Saúde formalizar que deverá ocorrer dessa forma”.

Em Florianópolis, o Centro de Saúde do bairro Agronômica, precisou ser fechado nesta sexta-feira (7) após um surto de Covid-19 na equipe.

Confira a matéria:

https://ndmais.com.br/saude/entidades-da-saude-de-sc-se-posicionam-sobre-reducao-do-tempo-de-isolamento-excecao/


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